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Fundos de investimento são soluções alternativas para o financiamento do agronegócio

O novo Plano Safra, programa de financiamento especial para o agronegócio, entrou em vigor este mês. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o volume de recursos disponíveis é de R$ 236,3 bilhões e pode ser acessado até 30 de junho de 2021. O aporte 6% superior ao do período anterior.


De toda forma, embora os bancos venham à cabeça tão logo se pense em crédito, eles não são a única opção para os players de agronegócio em busca de financiamento. Os fundos de investimentos privados também podem ajudar, e oferecem inclusive algumas vantagens em relação aos empréstimos convencionais. Uma delas é seu maior apetite por risco, ou seja, eles podem conceder crédito quando outros preferem não fazê-lo. Há ainda a possibilidade de encontrar taxas de financiamento atrativas.


Mas como um produtor rural pode atrair a atenção de investidores privados? “O principal é que o negócio seja bem administrado, com boa governança, e que apresente potencial para crescer, de gerar retorno. Esses atributos costumam se sobrepor a qualquer dificuldade momentânea”, afirma Bruno Carvalho, sócio-fundador da Pantalica Partners, empresa especializada em reestruturação de dívidas e gestão estratégica.


Segundo Carvalho, fundos de investimento podem apoiar o setor agro através das seguintes operações:

  • Hedge Funds: Também conhecidos como fundos multimercado, eles reúnem investidores (cotistas) e um administrador à procura de oportunidades de investimento. Podem adquirir dívidas ou realizar financiamentos, geralmente pagáveis em longo prazo, porém a taxas de juros mais elevadas.

  • Tradings: São, em geral, empresas multinacionais que compram e vendem produtos agrícolas e que podem ser fonte para financiamento de capital de giro em curto e médio prazo. Costumam trabalhar com taxas de juros equivalentes às de bancos de médio porte

  • Carregamento de Estoques: Funciona a partir da emissão conjunta dos títulos de crédito (Certificado de Depósito Agropecuário) CDA e WA (Warrant Agropecuário). A partir disso, geram capitalização através da comercialização de produtos agrícolas sem que haja a transferência física da mercadoria ao comprador.

É importante ressaltar, no entanto, que todas essas modalidades de financiamento envolvem particularidades e critérios técnicos. Por isso, é importante que o produtor rural busque assessoria capacitada.


“Antes de optar por qualquer operação é preciso fazer um diagnóstico e análise das alternativas, preparar um plano de ação e execução, além de fazer o monitoramento de futuras correções ou melhorias”, explica Carvalho.

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